UM AMIGO QUE PARTIU QUE NÃO ESCOLHEU AMAR

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos.” Carl Gustav Jung
Quando eu li seu email… no mesmo dia que tudo aconteceu…Me senti amada…
Quando vi suas mensagens… acreditei em você!
Mas algo se quebrou… e não sei remendar…

Com tudo que tenho vivido, percebo que muitas vezes mesmo quando amamos e queremos muito perdoar quem nos feriu, esquecer, ainda assim não temos o dom de zerar o ocorrido, de deixar intacto um vaso partido em muitos pedaços. E partido ainda pelo outro, sem seu desejo ou intenção!

E daí, como Reconstruir de novo a confiança, o elo, a esperança?  Albert Einstein dizia que: “Pode ser que um dia nos afastemos, mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia deixemos de nos falar, mas enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo”.

Quando leio frases esperançosas como estas, me sinto pacificada e crente que todo este desalento, toda essa tristeza vai passar! Até lá, o silêncio me toma pelas mãos e passo lendo um tanto mais sobre o amor humano, e todo dano, e toda grandeza que nele há!

Fico revendo até onde vou errar assim entregando meu peito e braços sempre abertos para recomeçar… Ou erra aquele que não pode perdoar, ou não escolhe amar.

O ingênuo este errado, ou quem trama é o doente a ponto de nem mesmo perceber que o novelo começa nele mesmo e também no fim irá se enforcar.

Acreditar no amor é como ser Cristão, não nos perdemos das certezas que temos em Deus, assim como não nos perdemos de crer no amor.

Há em alguns dias cinzas e estados de dor,  que o amor some, ele fica invisível como Deus, silencioso como Deus e isso pode ser bom, ainda nos resta então o espaço da Fé!

Fé que o outro ama, fé que há arrependimento e reparação porque ama. Fé que um dia a risada será leve de novo.