SILENCIANDO O INTERIOR

Oscar Wilde dizia: “Se soubéssemos quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo”.

E hoje, depois de anos eu senti a necessidade pungente deste silêncio… senti o quanto me ajudaria  apenas ouvir …quero então compartilhar com vocês esta singela reflexão.

Quando nos convidam para ouvir algo novo, não estão nos convidando para saber e sim para contar, anunciar. E como é difícil sair deste lugar de protagonista para ouvinte, quando a vaidade está enraizada e se faz continua inimiga silêncios, como no meu caso.

Mas às vezes, envolto a turbulências de instantes anteriores, fazemos pior. E precisamos saber ver quando estes momentos se aproximam do nosso dia. Precisamos saber nos observar. Porque nos perdemos desta essência e da sábia aprendizagem do silêncio. Onde fica? Onde respiramos antes de ferir, de coagir, de partir algo que não mais se constrói sem trincas e marcas.

E mais uma vez, os destinos se perdem um pouco mais. E quem deu a palavra final ganhou? Ao descobrir que não existe vitória no conflito, nós nos assustamos e nos perdemos um tanto mais do sonho?

Não deveríamos estar lutando a luta boa? A luta transformada em resistência a tudo que nos afasta do amor? Temos o SAGRADO… Carregamos este vazio imenso do tamanho de Deus, que só Deus preenche, e que Santo Agostinho define tão bem em sua obra. Deste vazio causador de tanto silêncio e tanta tristeza na alma humana. Mesmo quando temos tudo, dinheiro, amor, família e de forma latente o vazio nos visita, ou mais inesperado, quando tudo nos falta e somos felizes.

Quem explica este sentimento indizível da nossa relação com Deus? Esta foi a reflexão de hoje queridos. Desta alma cantante que também está buscando entender.