CIÚMES

Ciúme:s.m.

Emulação, inveja; zelo de amor.Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter: o ciúme o atormenta.Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.

Esta definição tem origem na palavra zelo, uma boa ferramenta para o amor, mas há tempos estamos perdidos do zelo real e isto causa tanta energia dedicada ao ciúmes.Isso nos faz perseguir nas redes sociais aqueles que amamos.

Quantas horas por semana dedicamos na “caçada on line” do que os outros estão fazendo ou postando nas redes socias…cruzes!

Esse sentimento está encarrilhado com possessão; apego excessivo; inveja até do que existe nas relações alheias até daqueles que amamos.

Eu me considerava muito ciumenta, sentia até orgulho disso, mas refletindo a fundo ,fui perceber que zelo pelas pessoas amadas faz mais sentido, trás mais paz.Percebi esta diferença, numa situação muito triste: alguém muito próximo, intencionalmente, por ciúmes me causou mal…Afff… Dói. Só aí eu parei pra pensar o quanto MEU ciúmes também estava CAUSANDO dor.

Um bom exemplo pra refletirmos sobre o ciúmes é a MADRASTA dos contos de fada. Esta alma, um tanto “fora da casinha” têm uma possessão tal pelo novo marido, que seu ciúmes pela enteada a torna capaz de ferir uma criança, de competir com o amor puro da relação filial. Quer algo mais doentio e perverso? Um pai e sua filha reféns do ódio doentio da madrasta? Um sentimento capaz de separa-los para sempre? Ou quase sempre, porque no “The End” dos contos de fada a madrasta sempre se dá mal. Mas precisava? Ela não podia ser “boadrasta” e INCLUIR a filha do maridão nesse amor? Como na lei de “causa e efeito”: sempre o mal cometido a um amor puro e genuíno, o universo trata de equilibrar não é? É por isso que a madrasta sempre vira bruxa nas histórias infantis. Então madrastas eu peço encarecidamente: –sejam “boadrastas”, fiquem atentas com seus ciúmes fora de lugar; recordem que a filha fruto do casamento anterior, veio primeiro! Está na ordem que ela receba mais amor.

Me alongando um tanto mais sobre o tema, cabe lembrar que o ciúmes sempre pode causar uma grande dor. Principalmente quando foge da etimologia simples e até muito razoável do zelo, quando foge da essência: “zelar por quem ama”. Vou contar algo sobre mim muito difícil: quando eu me senti corajosa na tomada de decisão e iniciativa do pedido de divórcio, algo aliás que quero muito superar e se possível até esquecer, já que estamos falando do fofo e lindo do meu marido, pai dos meus filhos, que nunca desistiu de nós, da nossa família ou do nosso amor, ele que pacientemente me deu asas pra ver se eu dava conta do trabalhão que é viver a dois, sofrendo muito ao me ver jogar a toalha ainda no primeiro Round. Sem dúvida me senti péssima, mas por outro lado: perceber antes do companheiro, que algo na relação não está bem , nem mesmo suficiente, nos coloca num lugar de clareza. Nos coloca até mesmo numa condição de menos floreio.

Me recordo que no período que estivemos separados eu sempre dizia: “se não estamos felizes, precisamos de uma pausa; precisamos dizer adeus; deixar partir para chegar; dar a chance do outro encontrar o lugar do zelo, do amor que gerou o início da nossa história.”

Acredito inclusive que um dos pontos possíveis da reaproximação só de deu, por acreditar muito nesse caminho. Ali havia espaço para retomarmos o amor. Nossa história não havia se perdido em meio a agressão e as memórias ruins. O afeto e o zelo foram preservados. Com isso nosso casamento pode retomar de um lugar sagrado; honesto; sem culpas ou cobranças. Nós não deixamos ferir por demasia e isso deixou a porta aberta pro amor voltar. Nós descobrimos juntos, que só vale a pena estar um com o outro sendo belo pros dois, sendo leve pros dois.

O amor precisa de leveza, a paixão talvez não, mas o amor PRECISA dessa leveza que o ciúmes não ajuda.Precisamos ver o outro feliz, fazendo suas escolhas, mesmo que distintas das nossas, para que haja saudade, vontade de retornar pra casa e amar um tanto mais. Não significa que ficaremos menos ciumentos do dia pra noite. Apenas aprenderemos a diferenciar zelo de possessão quando o amor for pra perto ou pra longe de nós.

Aprofundo um tanto mais dizendo: que muitos de nós já pode ter sofrido na pele a dor acusada pelos ciumentos, de pessoas que tinham tanta inveja do amor alheio, que a cegueira ganhou força e por isso mesmo devemos nos observar.

Certa vez, me feriram de um tanto, que o abismo se tornou maior que a ponte. Não houve lugar pra restauração entende? Algumas cisões ficam literalmente na dor e só nos resta a prece.

O tempo, capaz de curar, dissipar. Apesar de brincar muito com o tema do ciúmes esta semana no meu Canal #AnaArielFala, do quanto sou uma escorpiana ciumenta, eu não quero ser leviana com tal sentimento.

Aprendi que combater o ciúmes é também a forma de viver em paz. Aprendi que quanto mais se ama, mais se ama!

Como diz Bert Hellinger: “o excluído tem sempre mais poder”. Pelo negativo, mas tem! Não quero perder o amor de um pai para a madrasta má que habita em mim. Então eu convido você que vem acompanhando minhas histórias e dedicando tempo a refletir comigo. Peço que compartilhe também sua história de ciúmes.

Vamos nos limitar ao zelo? Vamos escolher não carregar a pessoa excluída nas relações de amor?

Deixo o convite: conta aqui sua história de superação.

O amor precisa de leveza ciumentos! O abismo do ciúmes pode ser maior que as pontes possíveis no amor e aí fica difícil retomar.

Encerro minha longa reflexão de hoje lembrando de 1 Coríntios 13:

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Deixa seus comentários lá no meu Canal? Borá partilhar leveza.

Segue o link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=mHC2YBDWN7M&feature=youtu.be